Acredito, e não estou sozinho, que somos muito condescedentes com nosso presidente. O fato dele vir “de baixo” é mérito e não pouco, numa sociedade com fortes desigualdades como a nossa. Ao mesmo tempo, seu governo, mesmo com muitos erros, não pode ser classificado de todo desprezível. Mas por isso, não cabe então concluir que ele, pessoa física e chefe de Estado e de Governo, possa, impunemente, falar o que lhe vem à cabeça, com alegria e desfaçatez, numa recepção oficial a um chefe de Governo estrangeiro. Primeiro, porque a declaração é falsa em essência: a crise não foi orquestrada por uma elite racial com propósitos maquiavélicos de destruir pobres e oprimidos. Tal concepção infantilizada de Relações Internacionais não leva a nenhuma análise minimamente coerente. E segundo, pela deselegância da declaração, que poderia levar o ministro Gordon Brown a sentir-se ofendido pessoalmente, coisa impensável num país que se pretende ser levado a sério no mundo e ainda por cima aspirar a uma cadeira no Conselho de Segurança da ONU. Lula desperdiçou mais um momento de ficar calado ou falar o que deve ser dito, não emitir declarações pretensamente bombásticas e vingativas que no fundo, como disse o jornal britânico, são apenas circenses.... bizarras.
O mais delicioso : o comentário de Lula foi classificado como bizarro.
Fonte: BBC-Brasil: A declaração do presidente Luiz Inácio Lula da Silva de que a crise financeira foi causada por "gente branca de olhos azuis" foi destaque na imprensa britânica nesta sexta-feira.
O comentário foi feito na quinta-feira, no encontro com o premiê britânico Gordon Brown, em Brasília
Para vários jornais, a declaração pegou Brown de surpresa. Segundo o Daily Telegraph e o Independent, o premiê britânico ficou "constrangido".
De acordo com o Times, "os esforços de Gordon Brown de 'amaciar' o caminho para um acordo internacional na reunião do G20, em Londres, encontraram um 'quebra-molas' no Brasil", quando o premiê ouviu a frase de Lula.
O Times destaca ainda que Lula já avisou que as discussões no G20 serão "apimentadas", quando os líderes mundiais se reunirem para negociar quem deve pagar os custos da crise.
"As declarações de Lula ameaçaram ofuscar o anúncio da proposta de uma injeção de 100 bilhões de libras (cerca de R$ 326 bilhões) de financiamento para impulsionar o comércio mundial. Brown disse que a expansão do crédito é o requerimento mínimo (para recuperar a economia) com o colapso das exportações em vários países", disse o jornal. O diário Financial Times diz que Brown tentou se distanciar de Lula ao ouvir o comentário sobre "gente branca de olhos azuis", respondendo que "não ia atribuir culpa a nenhum indivíduo".
Para o jornal The Guardian, os comentários de Lula "animaram a viagem de cinco dias de Gordon Brown pelas Américas do Sul e do Norte. Ela foi planejada para preparar o caminho para um acordo global sobre como combater o desaquecimento econômico na reunião do G-20, na próxima semana, a ser presidida por Brown".
O Guardian destaca ainda que Brown viajou para o Brasil para anunciar sua última iniciativa para estimular o comércio global e que ele foi extremamente elogiado por Lula.
"Mas enquanto eles esperavam na entrada formal do palácio presidencial, Brown teve que assistir enquanto o combativo ex-líder sindical embarcou em uma de suas conhecidas tiradas."
Mas em editorial, o jornal afirma que talvez o premiê britânico devesse usar melhor o seu tempo, preparando o encontro do G20 na semana que vem.
O editorial afirma que a reunião está ficando tão ambiciosa que será "impossível resolver qualquer coisa".
O Independent cita um secretário do Ministério do Exterior britânico, que durante a visita de Brown a Brasília disse que "os líderes das maiores economias globais vão ter que produzir mais do que retórica vazia" na reunião do G20.
O diário afirma que o premiê britânico ficou "constrangido" quando Lula citou a "gente branca de olhos azuis", mas que fontes do governo sugeriram que os comentários foram para "consumo doméstico".
O Daily Telegraph também diz que Brown parecia "constrangido", e que o comentário de Lula ofuscou o anúncio do fundo para estimular o comércio global.
E o Daily Mirror classificou os comentários de Lula como "bizarros" afirmando que outro secretário do governo, que estava na plateia, demonstrou uma expressão de enfado ao ouvir as palavras
sexta-feira, 27 de março de 2009
terça-feira, 24 de março de 2009
Golpe em Cuba?
Um golpe abortado em Cuba?
o artigo publicado semana passada na revista Newsweek indica que um golpe foi abortado em Cuba pelo atual ditador, Raul Castro, ao afastar dois nomes importantes na linha de sucessão, Carlos Lage e Perez Roque, da direção do país. Os dois estariam interessados em derrubar Raul Castro, e neste golpe contariam com apoio do presidente Chávez. Ironicamente, o velho Raul, com mais de 70 anos, estaria disposto a fazer mudanças mais rápidas na ilha assim que seu irmão morresse, enquanto os dois afastados, mais jovens, queriam não só manter o poder, mas manter as coisas como estão. Chávez teria apoiado os dois, porque para ele não interessa que a única nação socialista do continente inicie mudanças em sua economia, justo no momento em que ele mesmo, Chávez, acelera seu projeto de total nacionalização da economia venezuelana. Ao ser descoberto o golpe, Raul Castro expulsou os dois aspirantes ao poder do partido e dos cargos que ocupavam.
O artigo foi escrito pelo respeitado intelectual mexicano Carlos Castaneda, que afirma que ele mesmo não provas do que está afirmando. Afinal, em regimes ditatoriais como o cubano, nunca podemos ter certeza de nada do que acontece na luta intestina pelo poder. Mas, como se diz, "se non é vero, é bem trobato". A demissão sumária de dois expoentes no "novo" regime ( velho na verdade, por que contra mudanças que Raul parece querer fazer) foi realmente muito estranha. Assim como foi estranha a reação da imprensa esquerdista brasileira ao fato: simplesmente ignoraram qualquer nota a respeito, apegada que está a mitologia cubana como salvação missionária latino-americana. Mas a verdade é uma só: assim que Fidel morrer, algo diferente poderá ocorrer na ilha, com pouquíssimas consequencias para o resto do continente, já que Cuab é um país isolado do resto do planeta, mas imensas consequências intelectuais para muitos que ainda a consideram a farol socialista para a latinoamérica.
Chavez e seguidores devem estar preocupados...
(CNN) -- Some long-time Cuba watchers expressed skepticism Tuesday over a report by a former Mexican foreign minister that Communist leader Raul Castro removed two top-ranking officials earlier this month because they were plotting to overthrow him with the support of Venezuelan President Hugo Chavez.
Jorge G. Castaneda, who served as Mexico's foreign minister from 2000 - 2003, wrote in the March 23 issue of Newsweek, which became public Saturday, that Deputy Prime Minister Carlos Lage Davila and Foreign Minister Felipe Perez Roque were concerned that Raul Castro would make concessions that would betray the 50-year-old Cuban Revolution.
"For at least a month or so, Lage, Perez Roque and others were apparently involved in a conspiracy, betrayal, coup or whatever term one prefers, to overthrow or displace Raul from his position," Castaneda wrote. "In this endeavor, they recruited -- or were recruited by -- Venezuela's Hugo Chavez, who in turn tried to enlist the support of other Latin American leaders, starting with Leonel Fernandez of the Dominican Republic, who refused to get involved."
The Venezuelan Embassy in Washington did not answer a verbal and written request for comment.
The Dominican Republic Embassy in Washington did not answer telephones calls at various numbers.
Robert Pastor, who served as a Latin America National Security adviser for President Jimmy Carter in the late 1970s, returned Saturday from a weeklong visit to Cuba.
Pastor said he wrote Castaneda a letter upon his return expressing his disbelief in Castaneda's contentions.
"This is Jorge at his most creative," Pastor said Tuesday.
Louis A. Perez Jr., a Cuba scholar who has written 12 books on the nation, also expressed his doubts
"Where is this coming from?" Perez asked. "I operate with the idea that there has to be some standard of plausibility. Is there discontent in Cuba and was Lage seen as the heir apparent? Yeah, that's the conventional wisdom since last year. But that there's a conspiracy between Lage and Perez Roque? I don't think so. It would be helpful if the people who write these reports cross the barrier of speculation."
Castaneda freely offers that he has no proof, calling his thesis "informed speculation."
"I have no way to substantiate any of this," he said by telephone Tuesday from Mexico City. "I have no evidence of it."
Instead, Castaneda points to an "enigmatic" comment former leader Fidel Castro made in a column after the two men were removed.
"He resorted to a baseball metaphor on the occasion of the World Baseball Classic to praise Dominicans for not participating (the team's plans had been unclear) and to claim that Chavez's baseball players, 'as good and young' as they might be, were no match for 'Cuba's seasoned all-stars,' " Castaneda wrote in the Newsweek article.
Castaneda says Castro was thanking Dominican President Fernandez and sending a veiled message to Chavez.
The former Mexican official also points to Chavez' silence on the removal of the two men as further proof that he was involved.
The two fired functionaries were acting out of loyalty to the revolution, Castaneda wrote.
Fidel Castro, beset by illness, ceded power to his younger brother last year. Most analysts see Fidel Castro as the more idealistic and doctrinaire of the two brothers, while Raul is viewed as more pragmatic.
"Their reasons for wishing to unseat Raul were mainly turf and power," Castaneda wrote, "but they also feared that the leader was beginning to feel threatened by the reaction of the Cuban people to excessive economic and social deprivation, and after his brother's demise would be unable to control the flow of events. Consequently, he would accept a series of economic and political reforms to normalize relations with the United States. ...
"They believed this to be a betrayal of the revolution, and the beginning of the end of its survival."
According to Castaneda, Raul Castro detected the plot and went to his brother and gave him an ultimatum: support him or the plotters. Fidel Castro agreed to back his brother, Castaneda wrote.
The Castro brothers then called in Chavez and gave him a "devil's alternative: back off, while maintaining economic support for the island, or lose his Cuban security detail and intelligence apparatus, exposing himself to coups and assassination attempts from eventual Venezuelan replacements. He chose to stick with the Castros."
Castaneda acknowledges that Pastor and others have criticized him but says, "I ask that they offer a better explanation."
Says Pastor, "Most of them are quite conventional explanations. Everyone knew he was going to change the Cabinet. The only question was when the changes would be."
Raul Castro was merely trying to make the government more efficient, Pastor said.
"What was he doing?" he asked. "Merging different ministries, trying to decentralize and strengthen the government's capacity to undertake economic reforms."
But Castaneda points to the manner in which the two men were removed as proof that there was more to it than just a change in government.
Why weren't Lage and Perez Roque given ambassadorships or other face-saving posts, as is often done in cases like this, he asked?
Instead, Castaneda said, the men were stripped of all posts and made to sign letters in which they confessed to unspecified "mistakes." And one day after the two men were removed, Fidel Castro wrote in his column that they were ousted after they became seduced by the "honey of power," which led them to an "unworthy role." Castro further said the two men had reawakened the illusions of "foreign powers" regarding Cuba's future.
Castaneda says Raul Castro was worried about what would happen after Fidel dies and was trying to avert a succession battle. Perez Roque, 43, might have been perceived as a threat.
"Perez Roque was popular in Cuba; his youth, his humble origins, his combative nature all brought him closer to the people than most Cuban bureaucrats," Castaneda wrote in Newsweek.
Pastor notes that the decision to remove the two men was not popular.
"There was pushback in Cuba among the [Communist Party] cadres and the public who said, "We've connected with these two people. Why are they going?" Pastor said. "They didn't feel the government had given an adequate explanation for changing those individuals. They were concerned about the language of the resignations and about Fidel's comments."
Interestingly, Pastor said, "They blamed Fidel more than they seemed to blame Raul."
Perez, the Cuba scholar, also noted Fidel Castro's apparent passing from power.
"Nobody speaks of Fidel anymore," Perez said. "He's a non-presence. Out of sight, out of mind. The only time anyone speaks of him is when they are asked about him
o artigo publicado semana passada na revista Newsweek indica que um golpe foi abortado em Cuba pelo atual ditador, Raul Castro, ao afastar dois nomes importantes na linha de sucessão, Carlos Lage e Perez Roque, da direção do país. Os dois estariam interessados em derrubar Raul Castro, e neste golpe contariam com apoio do presidente Chávez. Ironicamente, o velho Raul, com mais de 70 anos, estaria disposto a fazer mudanças mais rápidas na ilha assim que seu irmão morresse, enquanto os dois afastados, mais jovens, queriam não só manter o poder, mas manter as coisas como estão. Chávez teria apoiado os dois, porque para ele não interessa que a única nação socialista do continente inicie mudanças em sua economia, justo no momento em que ele mesmo, Chávez, acelera seu projeto de total nacionalização da economia venezuelana. Ao ser descoberto o golpe, Raul Castro expulsou os dois aspirantes ao poder do partido e dos cargos que ocupavam.
O artigo foi escrito pelo respeitado intelectual mexicano Carlos Castaneda, que afirma que ele mesmo não provas do que está afirmando. Afinal, em regimes ditatoriais como o cubano, nunca podemos ter certeza de nada do que acontece na luta intestina pelo poder. Mas, como se diz, "se non é vero, é bem trobato". A demissão sumária de dois expoentes no "novo" regime ( velho na verdade, por que contra mudanças que Raul parece querer fazer) foi realmente muito estranha. Assim como foi estranha a reação da imprensa esquerdista brasileira ao fato: simplesmente ignoraram qualquer nota a respeito, apegada que está a mitologia cubana como salvação missionária latino-americana. Mas a verdade é uma só: assim que Fidel morrer, algo diferente poderá ocorrer na ilha, com pouquíssimas consequencias para o resto do continente, já que Cuab é um país isolado do resto do planeta, mas imensas consequências intelectuais para muitos que ainda a consideram a farol socialista para a latinoamérica.
Chavez e seguidores devem estar preocupados...
(CNN) -- Some long-time Cuba watchers expressed skepticism Tuesday over a report by a former Mexican foreign minister that Communist leader Raul Castro removed two top-ranking officials earlier this month because they were plotting to overthrow him with the support of Venezuelan President Hugo Chavez.
Jorge G. Castaneda, who served as Mexico's foreign minister from 2000 - 2003, wrote in the March 23 issue of Newsweek, which became public Saturday, that Deputy Prime Minister Carlos Lage Davila and Foreign Minister Felipe Perez Roque were concerned that Raul Castro would make concessions that would betray the 50-year-old Cuban Revolution.
"For at least a month or so, Lage, Perez Roque and others were apparently involved in a conspiracy, betrayal, coup or whatever term one prefers, to overthrow or displace Raul from his position," Castaneda wrote. "In this endeavor, they recruited -- or were recruited by -- Venezuela's Hugo Chavez, who in turn tried to enlist the support of other Latin American leaders, starting with Leonel Fernandez of the Dominican Republic, who refused to get involved."
The Venezuelan Embassy in Washington did not answer a verbal and written request for comment.
The Dominican Republic Embassy in Washington did not answer telephones calls at various numbers.
Robert Pastor, who served as a Latin America National Security adviser for President Jimmy Carter in the late 1970s, returned Saturday from a weeklong visit to Cuba.
Pastor said he wrote Castaneda a letter upon his return expressing his disbelief in Castaneda's contentions.
"This is Jorge at his most creative," Pastor said Tuesday.
Louis A. Perez Jr., a Cuba scholar who has written 12 books on the nation, also expressed his doubts
"Where is this coming from?" Perez asked. "I operate with the idea that there has to be some standard of plausibility. Is there discontent in Cuba and was Lage seen as the heir apparent? Yeah, that's the conventional wisdom since last year. But that there's a conspiracy between Lage and Perez Roque? I don't think so. It would be helpful if the people who write these reports cross the barrier of speculation."
Castaneda freely offers that he has no proof, calling his thesis "informed speculation."
"I have no way to substantiate any of this," he said by telephone Tuesday from Mexico City. "I have no evidence of it."
Instead, Castaneda points to an "enigmatic" comment former leader Fidel Castro made in a column after the two men were removed.
"He resorted to a baseball metaphor on the occasion of the World Baseball Classic to praise Dominicans for not participating (the team's plans had been unclear) and to claim that Chavez's baseball players, 'as good and young' as they might be, were no match for 'Cuba's seasoned all-stars,' " Castaneda wrote in the Newsweek article.
Castaneda says Castro was thanking Dominican President Fernandez and sending a veiled message to Chavez.
The former Mexican official also points to Chavez' silence on the removal of the two men as further proof that he was involved.
The two fired functionaries were acting out of loyalty to the revolution, Castaneda wrote.
Fidel Castro, beset by illness, ceded power to his younger brother last year. Most analysts see Fidel Castro as the more idealistic and doctrinaire of the two brothers, while Raul is viewed as more pragmatic.
"Their reasons for wishing to unseat Raul were mainly turf and power," Castaneda wrote, "but they also feared that the leader was beginning to feel threatened by the reaction of the Cuban people to excessive economic and social deprivation, and after his brother's demise would be unable to control the flow of events. Consequently, he would accept a series of economic and political reforms to normalize relations with the United States. ...
"They believed this to be a betrayal of the revolution, and the beginning of the end of its survival."
According to Castaneda, Raul Castro detected the plot and went to his brother and gave him an ultimatum: support him or the plotters. Fidel Castro agreed to back his brother, Castaneda wrote.
The Castro brothers then called in Chavez and gave him a "devil's alternative: back off, while maintaining economic support for the island, or lose his Cuban security detail and intelligence apparatus, exposing himself to coups and assassination attempts from eventual Venezuelan replacements. He chose to stick with the Castros."
Castaneda acknowledges that Pastor and others have criticized him but says, "I ask that they offer a better explanation."
Says Pastor, "Most of them are quite conventional explanations. Everyone knew he was going to change the Cabinet. The only question was when the changes would be."
Raul Castro was merely trying to make the government more efficient, Pastor said.
"What was he doing?" he asked. "Merging different ministries, trying to decentralize and strengthen the government's capacity to undertake economic reforms."
But Castaneda points to the manner in which the two men were removed as proof that there was more to it than just a change in government.
Why weren't Lage and Perez Roque given ambassadorships or other face-saving posts, as is often done in cases like this, he asked?
Instead, Castaneda said, the men were stripped of all posts and made to sign letters in which they confessed to unspecified "mistakes." And one day after the two men were removed, Fidel Castro wrote in his column that they were ousted after they became seduced by the "honey of power," which led them to an "unworthy role." Castro further said the two men had reawakened the illusions of "foreign powers" regarding Cuba's future.
Castaneda says Raul Castro was worried about what would happen after Fidel dies and was trying to avert a succession battle. Perez Roque, 43, might have been perceived as a threat.
"Perez Roque was popular in Cuba; his youth, his humble origins, his combative nature all brought him closer to the people than most Cuban bureaucrats," Castaneda wrote in Newsweek.
Pastor notes that the decision to remove the two men was not popular.
"There was pushback in Cuba among the [Communist Party] cadres and the public who said, "We've connected with these two people. Why are they going?" Pastor said. "They didn't feel the government had given an adequate explanation for changing those individuals. They were concerned about the language of the resignations and about Fidel's comments."
Interestingly, Pastor said, "They blamed Fidel more than they seemed to blame Raul."
Perez, the Cuba scholar, also noted Fidel Castro's apparent passing from power.
"Nobody speaks of Fidel anymore," Perez said. "He's a non-presence. Out of sight, out of mind. The only time anyone speaks of him is when they are asked about him
sexta-feira, 20 de março de 2009
Rússia vende mísseis ao Irã: começo do fim ?
http://www.estadao.com.br/interatividade/Multimidia/ShowVideos.action?destaque.idGuidSelect=CB9878B9415C48F18B3AB684E5EFF2FD
o link acima leva até a TV Estadão, cujo vídeo de iteresse refere-se a compra, recente, de misseis de interceptação de longo alcance de fabricação russa pelo Irã.
A análise do comentarista de assuntos militares do Estadão, Roberto Godoy, aliás o único do gênero na (pobre) imprensa brasileira, é interessantíssima: se o Irã diz que as instalações nucleares são de uso pacífico, porque ele compra mísseis de interceptação de ataque aéreo ? Por outro lado, exatamente porque os EUA/Israel dizem que podem atacar tais instalações nucleares é que fica configurada a necessidade da compra de tais mísseis.... mais realista impossível !!!
Outra frase bastante intensa da análise desse ótimo jornalista: "o mundo começou ali...pode acabar ali": foi naquela região que, há alguns milênios atrás, surgiram as primeiras cidades e a primeira grande civilização, a Mesopotâmia. Com a possibilidade de um ataque preventivo israelense ANTES e 8 meses, data da entrega dos mísseis, fica claro que pod começar o fim do mundo por ali mesmo... frase forte, marcantemente realista, mas não de todo impossível.
Se o link acima não funcionar, vá de :
http://www.estadao.com.br/home/index.shtm
e depois busque Irã ou mísseis.
Depois do vídeo, se quiser, leia um pouco de Nostradamus....
Bom fim de semana !
o link acima leva até a TV Estadão, cujo vídeo de iteresse refere-se a compra, recente, de misseis de interceptação de longo alcance de fabricação russa pelo Irã.
A análise do comentarista de assuntos militares do Estadão, Roberto Godoy, aliás o único do gênero na (pobre) imprensa brasileira, é interessantíssima: se o Irã diz que as instalações nucleares são de uso pacífico, porque ele compra mísseis de interceptação de ataque aéreo ? Por outro lado, exatamente porque os EUA/Israel dizem que podem atacar tais instalações nucleares é que fica configurada a necessidade da compra de tais mísseis.... mais realista impossível !!!
Outra frase bastante intensa da análise desse ótimo jornalista: "o mundo começou ali...pode acabar ali": foi naquela região que, há alguns milênios atrás, surgiram as primeiras cidades e a primeira grande civilização, a Mesopotâmia. Com a possibilidade de um ataque preventivo israelense ANTES e 8 meses, data da entrega dos mísseis, fica claro que pod começar o fim do mundo por ali mesmo... frase forte, marcantemente realista, mas não de todo impossível.
Se o link acima não funcionar, vá de :
http://www.estadao.com.br/home/index.shtm
e depois busque Irã ou mísseis.
Depois do vídeo, se quiser, leia um pouco de Nostradamus....
Bom fim de semana !
sexta-feira, 13 de março de 2009
Dois erros não é igual a um acerto
Não satisfeito em ter feito uma bobagem teatral no asilo político a um assassino, contrariando normas de um país democrático como a Itália, nosso brilhante ministro, numa pretensa prova de sua imparcialidade, agora quer dar asilo político a um militante fascista. Agindo assim, o ministro age como aqueles juízes de futebol, que, para consertar um pênalti marcado mas que não existiu para o time A, marca outro, igualmente inexistente, para o time B. Melhor seria se ficasse com um único erro que cometer dois.
Não se trata se o asilo político é de “esquerda’ ou de “direita”: trata-se de dar ou não asilo a um foragido, desde que as condições de julgamento em seu país de origem tenham sido corretas ou não. Não é uma questão ideológica, mas jurídica, técnica mesmo. A Itália é um país democrático, o foragido foi julgado de acordo com normas italianas e européias, portanto, sendo ele de esquerda ou direita, conceda-se sua extradição. Simples assim.
Julgando qualquer coisa como política e ainda pior, agindo agora para “compensar” à direita uma falha que ele não admite, o ministro joga na lona qualquer idéia de seriedade jurídica que o Brasil pretendia ter. Nossa diplomacia deve estar em estado de pânico com tanta trapalhada.
E um último comentário: O ministro “não acha” que Cuba seja uma democracia. Com que elementos ele chegou a essa conclusão ? Só porque Fidel Castro ficou 50 anos no poder ? Só porque o irmão dele assumiu depois ? Só porque em Cuba só há um jornal ? Só porque em Cuba só há um partido político ? Só porque em Cuba mata-se quem fala mal do governo ?
Acho que nosso ministro chegou a essa conclusão de modo muito precipitado, afinal, o PT ainda está “discutindo” o assunto....
Ministro diz que, se fosse um dos pugilistas cubanos, teria pedido para ficar no Brasil, pois Cuba não tem regime democrático
De Evandro Éboli: O Globo.
Acusado por parlamentares da oposição de tratar com privilégio o ex-ativista de esquerda Cesare Battisti, o ministro da Justiça, Tarso Genro, anunciou ontem, no Senado, que concederá também o status de refugiado para Pierluigi Bragaglia, antigo militante de um grupo fascista na Itália, assim que o caso chegar às suas mãos. Bragaglia está preso na Polícia Federal, em São Paulo. O governo italiano pediu a extradição ao Supremo Tribunal Federal, em agosto de 2008. O ministro Cezar Peluso é o relator do caso.
- Ainda não chegou no Ministério da Justiça pedido de refúgio para um antigo fascista, que cometeu crimes análogos aos de Battisti. Se esse caso chegar a mim, e as condições forem semelhantes (às de Battisti), concederei o refúgio. É uma postura de Estado - disse Tarso.
O ministro voltou a defender a condição de refugiado de Battisti e afirmou conhecer o processo no qual ele foi condenado à prisão perpétua, na Itália. Para ele, Battisti não teve direito ao contraditório.
- Para mim, não houve o exercício da ampla defesa para Cesare Battisti. Ele assinou uma procuração em branco para um advogado que nem conhecia. E o denunciaram.
Na audiência, Tarso foi questionado sobre o tratamento dado, em 2007, pelo governo brasileiro aos boxeadores cubanos Erislandy Lara e Guillermo Rigondeaux. Para a oposição, eles foram expulsos sem as mesmas oportunidades dadas a Battisti. O ministro disse não considerar democrático o regime político de Cuba e explicou que enfrenta essa discussão dentro do PT:
- Não acho que Cuba tenha um regime democrático. Discuto isso dentro do PT. É um país que tem relações internacionais. Como deter dois jovens cubanos que querem ir embora? É o contrário de Cesare Battisti, que apresentou pedido cabal e quer ficar no Brasil. Leia mais em O Globo
Não se trata se o asilo político é de “esquerda’ ou de “direita”: trata-se de dar ou não asilo a um foragido, desde que as condições de julgamento em seu país de origem tenham sido corretas ou não. Não é uma questão ideológica, mas jurídica, técnica mesmo. A Itália é um país democrático, o foragido foi julgado de acordo com normas italianas e européias, portanto, sendo ele de esquerda ou direita, conceda-se sua extradição. Simples assim.
Julgando qualquer coisa como política e ainda pior, agindo agora para “compensar” à direita uma falha que ele não admite, o ministro joga na lona qualquer idéia de seriedade jurídica que o Brasil pretendia ter. Nossa diplomacia deve estar em estado de pânico com tanta trapalhada.
E um último comentário: O ministro “não acha” que Cuba seja uma democracia. Com que elementos ele chegou a essa conclusão ? Só porque Fidel Castro ficou 50 anos no poder ? Só porque o irmão dele assumiu depois ? Só porque em Cuba só há um jornal ? Só porque em Cuba só há um partido político ? Só porque em Cuba mata-se quem fala mal do governo ?
Acho que nosso ministro chegou a essa conclusão de modo muito precipitado, afinal, o PT ainda está “discutindo” o assunto....
Ministro diz que, se fosse um dos pugilistas cubanos, teria pedido para ficar no Brasil, pois Cuba não tem regime democrático
De Evandro Éboli: O Globo.
Acusado por parlamentares da oposição de tratar com privilégio o ex-ativista de esquerda Cesare Battisti, o ministro da Justiça, Tarso Genro, anunciou ontem, no Senado, que concederá também o status de refugiado para Pierluigi Bragaglia, antigo militante de um grupo fascista na Itália, assim que o caso chegar às suas mãos. Bragaglia está preso na Polícia Federal, em São Paulo. O governo italiano pediu a extradição ao Supremo Tribunal Federal, em agosto de 2008. O ministro Cezar Peluso é o relator do caso.
- Ainda não chegou no Ministério da Justiça pedido de refúgio para um antigo fascista, que cometeu crimes análogos aos de Battisti. Se esse caso chegar a mim, e as condições forem semelhantes (às de Battisti), concederei o refúgio. É uma postura de Estado - disse Tarso.
O ministro voltou a defender a condição de refugiado de Battisti e afirmou conhecer o processo no qual ele foi condenado à prisão perpétua, na Itália. Para ele, Battisti não teve direito ao contraditório.
- Para mim, não houve o exercício da ampla defesa para Cesare Battisti. Ele assinou uma procuração em branco para um advogado que nem conhecia. E o denunciaram.
Na audiência, Tarso foi questionado sobre o tratamento dado, em 2007, pelo governo brasileiro aos boxeadores cubanos Erislandy Lara e Guillermo Rigondeaux. Para a oposição, eles foram expulsos sem as mesmas oportunidades dadas a Battisti. O ministro disse não considerar democrático o regime político de Cuba e explicou que enfrenta essa discussão dentro do PT:
- Não acho que Cuba tenha um regime democrático. Discuto isso dentro do PT. É um país que tem relações internacionais. Como deter dois jovens cubanos que querem ir embora? É o contrário de Cesare Battisti, que apresentou pedido cabal e quer ficar no Brasil. Leia mais em O Globo
segunda-feira, 2 de março de 2009
Estatização nos EUA ?
Há um ano atrás, cada ação da AIG, então a maior seguradora do mundo e uma das maiores empresas privadas do planeta, valia 46 dólares: hoje vale impressionantes 40 cents de dólar...Isso poderia ser um desastre para os investidores privados da empresa, se eles não tivessem abandonado o "titanic" antes disso: hoje, 80% das ações da empresa estão nas maõs do governo americano e com a ajuda recente desta semana, esse índice poderá aumentar e chegar de vez aos 100%. Isso não é estatização bem na terra do Liberalismo ? Bem... é, mas é melhor falar baixo, pois para a maioria dos americanos, estatização é algo tão feio como evolucionismo no estado do Ohio....
A discussão nos EUA não é estatizar ou não, pois o efeito prático foi muito maior que isso: ou a AIG era estatizada, ou o sistema financeiro daquele país poderia derreter, gerando uma segunda tsumani global nos mercados mundiais com sabe-se lá qual consequência. Mas não tenha dúvida: apesar de amplas parcelas do sistema financeiro americano estarem, hoje, estatais ( além da AIG, as duas financiadores de hipotecas, F.Mac e F. Mae, e várias parcelas do Citi), os americanos, tanto povo quanto governo, continuam liberais: ou seja, estatizamos para evitar um colapso, mas assim que pudermos, vendemos, privatizamos de novo, essas empresas. É uma discussão interessante que, do lado americano, é menos teórica e mais prática.
A próxima etapa da crise poderá estar relacionada com as operadoras de cartão de crédito, que até agora estão fora do olho do furacão. Espere que poderá vir mais por aí.
Texto BBC-Brasil:
A seguradora American International Grupo (AIG), uma das maiores do mundo, registrou um prejuízo de US$ 61,7 bilhões nos últimos três meses de 2008, a maior perda trimestral já registrada na história corporativa dos Estados Unidos.
O anúncio veio depois de o Tesouro e o Banco Central americano (o Fed) anunciarem uma ajuda adicional de US$ 30 bilhões à seguradora, como parte de uma versão revisada do pacote de resgate de empresas do setor financeiro.
A AIG já tinha recebido US$ 150 bilhões - a maior ajuda já recebida por uma empresa americana - do governo.
O novo plano de ajuda também envolve a reestruturação das operações da AIG e pede que o Fed assuma participações em duas das unidades internacionais da AIG em troca da redução da dívida da companhia.
O apoio financeiro à AIG é cerca de três vezes maior do que o dado ao Citigroup, que foi de US$ 50 bilhões, e do Bank of America, que recebeu US$ 45 bilhões.
Em uma declaração conjunta, o Fed e o Tesouro americano afirmaram que a AIG representa um "risco" ao sistema financeiro global.
"O risco potencial da falta de medidas do governo, para a economia e para o contribuinte, seria extremamente alto", afirma a declaração.
"Os recursos adicionais vão ajudar a estabilizar a companhia e, ao fazer isso, estabilizar o sistema financeiro."
A notícia do prejuízo histórico da AIG foi dada em um momento em que o banco HSBC, o maior da Europa, tenta levantar US$ 17,7 bilhões (cerca de R$ 42,3 bilhões) para fortalecer suas finanças depois de uma queda de 62% em seu lucro anual.
Grande demais
Segundo a correspondente da BBC em Nova York Michelle Fleury, a AIG é considerada grande demais para falir. A companhia garante cerca de US$ 300 bilhões em bens por meio de contratos derivativos.
Há um grande temor de que agências de avaliação de crédito como a Moody's, Fitch e Standard & Poor's, revejam suas avaliações de crédito da AIG como resultado do prejuízo recorde registrado.
Isto poderia forçar a AIG a dar um calote, o que poderia ter um efeito desastroso em todos os negócios da seguradora.
A AIG fornece seguros de vida, para pequenas empresas, municípios, planos de aposentadoria e grandes companhias americanas.
Além de fornecer seguros para residências, a AIG também tem um papel importante ao assegurar riscos de instituições financeiras em mundo todo.
De acordo com Fleury, o governo americano também acredita que o colapso da AIG seria desastroso, mas a decisão de salvar a seguradora poderá desencadear a insatisfação do público, que está começando a questionar medidas que arriscam o dinheiro dos contribuintes para resgatar companhias particulares.
A primeira ajuda que a companhia recebeu do governo foi em setembro, logo depois do colapso da Lehman Brothers.
A discussão nos EUA não é estatizar ou não, pois o efeito prático foi muito maior que isso: ou a AIG era estatizada, ou o sistema financeiro daquele país poderia derreter, gerando uma segunda tsumani global nos mercados mundiais com sabe-se lá qual consequência. Mas não tenha dúvida: apesar de amplas parcelas do sistema financeiro americano estarem, hoje, estatais ( além da AIG, as duas financiadores de hipotecas, F.Mac e F. Mae, e várias parcelas do Citi), os americanos, tanto povo quanto governo, continuam liberais: ou seja, estatizamos para evitar um colapso, mas assim que pudermos, vendemos, privatizamos de novo, essas empresas. É uma discussão interessante que, do lado americano, é menos teórica e mais prática.
A próxima etapa da crise poderá estar relacionada com as operadoras de cartão de crédito, que até agora estão fora do olho do furacão. Espere que poderá vir mais por aí.
Texto BBC-Brasil:
A seguradora American International Grupo (AIG), uma das maiores do mundo, registrou um prejuízo de US$ 61,7 bilhões nos últimos três meses de 2008, a maior perda trimestral já registrada na história corporativa dos Estados Unidos.
O anúncio veio depois de o Tesouro e o Banco Central americano (o Fed) anunciarem uma ajuda adicional de US$ 30 bilhões à seguradora, como parte de uma versão revisada do pacote de resgate de empresas do setor financeiro.
A AIG já tinha recebido US$ 150 bilhões - a maior ajuda já recebida por uma empresa americana - do governo.
O novo plano de ajuda também envolve a reestruturação das operações da AIG e pede que o Fed assuma participações em duas das unidades internacionais da AIG em troca da redução da dívida da companhia.
O apoio financeiro à AIG é cerca de três vezes maior do que o dado ao Citigroup, que foi de US$ 50 bilhões, e do Bank of America, que recebeu US$ 45 bilhões.
Em uma declaração conjunta, o Fed e o Tesouro americano afirmaram que a AIG representa um "risco" ao sistema financeiro global.
"O risco potencial da falta de medidas do governo, para a economia e para o contribuinte, seria extremamente alto", afirma a declaração.
"Os recursos adicionais vão ajudar a estabilizar a companhia e, ao fazer isso, estabilizar o sistema financeiro."
A notícia do prejuízo histórico da AIG foi dada em um momento em que o banco HSBC, o maior da Europa, tenta levantar US$ 17,7 bilhões (cerca de R$ 42,3 bilhões) para fortalecer suas finanças depois de uma queda de 62% em seu lucro anual.
Grande demais
Segundo a correspondente da BBC em Nova York Michelle Fleury, a AIG é considerada grande demais para falir. A companhia garante cerca de US$ 300 bilhões em bens por meio de contratos derivativos.
Há um grande temor de que agências de avaliação de crédito como a Moody's, Fitch e Standard & Poor's, revejam suas avaliações de crédito da AIG como resultado do prejuízo recorde registrado.
Isto poderia forçar a AIG a dar um calote, o que poderia ter um efeito desastroso em todos os negócios da seguradora.
A AIG fornece seguros de vida, para pequenas empresas, municípios, planos de aposentadoria e grandes companhias americanas.
Além de fornecer seguros para residências, a AIG também tem um papel importante ao assegurar riscos de instituições financeiras em mundo todo.
De acordo com Fleury, o governo americano também acredita que o colapso da AIG seria desastroso, mas a decisão de salvar a seguradora poderá desencadear a insatisfação do público, que está começando a questionar medidas que arriscam o dinheiro dos contribuintes para resgatar companhias particulares.
A primeira ajuda que a companhia recebeu do governo foi em setembro, logo depois do colapso da Lehman Brothers.
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