Exemplo clássico da união de interesses entre Estado e Mercado na defesa de ambos: de um lado o óbvio interesse de aumento de ganho em escala da união Sadia-Perdigão, mas de outro, o interesse do Estado brasileiro em criar uma mega companhia com foco em exportação, já que foi a entrada de dólares maciça nos últimos anos promovida pelos superávits comerciais que alavancaram a recuperação da economia brasileira.
texto retirado da Folha de SP:
União Sadia-Perdigão criará Brasil Foods
Negócio, que pode ser fechado ainda hoje, criará a maior exportadora de produtos de carne processada do mundo
Executivo vê sinergia maior nas operações no exterior; nova empresa deve ser a 3ª maior exportadora do país, atrás de Vale e Petrobras
De Maria Cristina Frias:
Brasil Foods (BRF) será o nome da nova companhia que surgirá da união entre Sadia e Perdigão. O nome da futura maior empresa de alimentos industrializados do Brasil será em inglês, mas Brasil será grafado com s, como na língua portuguesa, não com o z do inglês.
O negócio poderá ser fechado hoje, mas, ontem à noite, ainda não se sabia precisar quando exatamente será assinado.
"Pode sair a qualquer momento, estamos de prontidão, mas ontem não foi possível porque há muito detalhamento jurídico. Questões fundamentais já foram ultrapassadas, e o negócio está em fase de finalização", disse um executivo que participa das negociações entre as empresas. Advogados, profissionais de banco e das duas empresas estão reunidos há dias, trabalhando intensamente. Para o executivo, a sinergia obtida com a BRF será maior no exterior e imediata. Haverá ganhos de logística, de meios de produção e em outras áreas.
A nova companhia será a maior exportadora de produtos de carne processada do mundo. Será também a terceira maior exportadora brasileira, atrás de Petrobras e Vale do Rio Doce, mas " a única que levará a marca brasileira para a mesa de consumidores no mundo todo", afirma. Sadia e Perdigão hoje competem entre si em mais de cem países.
O banco e a corretora ficarão de fora da nova empresa por exigência das duas partes. O acordo não poderia acontecer com a área financeira, segundo uma fonte que participou de muitos encontros para fechar o acordo, que chegaram a reunir até 20 pessoas na sala
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