Os EUA têm um enorme débito com a América Central. Patrocinaram alguns golpes, deram apoio a ditadores, alguns esdrúxulos, e suas empresas, entre elas a famigerada United Fruit Company, transformaram alguns países da região em verdadeira “repúblicas bananeiras”, entre elas, a própria Honduras. Com esse péssimo histórico, é pelo menos importante a última declaração do embaixador americano na OEA sobre a cada vez mais bizarra crise hondurenha: devo dizer, concordo plenamente com ele. O retorno de Zelaya sem um acordo prévio é irresponsável mesmo e poderá se transformar numa tragédia se os dois lados, Zelaya e o governo de fato, não cederem, o que parece não está acontecendo. Ao mesmo tempo, Chávez deu uma de “muy amigo” ao jogar a batata fervendo Zelaya em nossa embaixada, claro, com o consentimento, igualmente irresponsável, de Lula e Celso Amorim.
Fonte: site BBC-Brasil: acesso em 28 de setembro de 2009
A volta clandestina do presidente deposto de Honduras, Manuel Zelaya, ao país foi "irresponsável e tola" e não serve aos interesses do povo, disse nesta segunda-feira (28) o representante norte-americano na OEA (Organização dos Estados Americanos), Lewis Anselem. Anselem fez as declarações durante reunião extraordinária do Conselho Permanente da organização. "Os que facilitaram a volta de Zelaya têm uma especial responsabilidade para prevenir a violência e garantir o bem-estar do povo hondurenho", disse, sem detalhar. Na semana passada, a secretária de Estado dos EUA, Hillary Clinton, havia dito esperar que a volta de Zelaya pudesse ser uma "ocasião" para o reinício das negociações. Anselem também criticou o governo interino de Honduras por sua ação "deplorável" ao barrar a entrada de uma missão da OEA e declarar estado de sítio no domingo. Anselem também criticou Zelaya por alimentar a violência ao voltar a Honduras na semana passada e se abrigar na Embaixada do Brasil, de onde tem instado seus apoiadores para que tomem as ruas. "O retorno de Zelaya sem um acordo é irresponsável e tolo (...) Ele deveria parar e desistir de fazer acusações enfurecidas e de agir como se estive estrelando em um filme antigo", disse Anselem.
Ele disse que os EUA pediram em diversas ocasiões para que Zelaya não voltasse a Honduras antes de um acordo político por causa da possibilidade de agitação.
"Tendo escolhido, sem ajuda externa, voltar sobre seus termos, o presidente Zelaya e aqueles que facilitaram a sua volta guardam responsabilidade particular pelas ações de seus apoiadores", afirmou a autoridade norte-americana.
Anselem afirmou que o governo dos EUA continuará a pedir que os dois lados cheguem a um acordo seguindo os termos de San José, propostos pelo presidente costarriquenho Óscar Arias, que defende a volta ao poder de Zelaya com o mandato terminando em janeiro. Enquanto o presidente dos EUA, Barack Obama, condenou o golpe que derrubou Zelaya e cortou parte da assistência a Honduras, conservadores o criticam por ajudar um aliado do presidente da Venezuela, Hugo Chávez. Os EUA estão do lado de Zelaya na crise e tentaram patrocinar uma saída negociada para a crise. Mas vários países latino-americanos acusam os EUA de não se empenharem suficientemente para resolver a questão.
segunda-feira, 28 de setembro de 2009
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