segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

quem é ele ?

Eis o novo sub-secretário para América Latina do governo americano, Arturo Valenzuela. O ex-secretário ocupa agora a embaixada americana em Brasília. Esses dois cargos são vitais para o entendimento entre EUA e Brasil, e podemos dizer sem excesso de orgulho ou exagero, igualmente vitais para uma boa estabilidade na América do Sul, sempre instável com seus chavismos imprevisíveis. Note a bela formação acadêmica de Arturo Valenzuela: prova de que a área de R.I. ainda tem muito espaço para crescer no Brasil, já que cada vez mais somos um player de peso. Até os EUA já reconheceram isso...

Claudia Andrade: Do UOL Notícias
O assessor internacional da Presidência da República, Marco Aurélio Garcia, negou nesta segunda-feira (14) que haja qualquer mal-estar com os Estados Unidos por conta de divergências no plano internacional. Ele fez a declaração após encontro com o principal responsável pela América Latina no governo norte-americano, o secretário-adjunto Arturo Valenzuela.
"As relações não estiveram más nunca. Estavam boas já no governo (George) Bush e sofreram um 'upgrade', por assim dizer, com a eleição do presidente (Barack) Obama", disse Marco Aurélio. "Nós teremos, em determinados momentos, apreciações distintas sobre determinadas questões. Isso é normal, democrático na relação entre os países, mas as relações entre Estados Unidos e Brasil são fundamentais e vamos cultivá-las da melhor maneira possível".
Valenzuela faz sua primeira visita ao Cone Sul, e irá também para Argentina, Paraguai e Uruguai. Ele foi confirmado no cargo apenas em novembro, quase seis meses depois de ter sido designado pelo presidente Obama. Um veto no Congresso atrasou a confirmação e vem impedindo também que seu antecessor, Thomas Shannon, assuma a embaixada norte-americana no Brasil.
Na visita a Brasília, além da conversa com o assessor da Presidência da República, o secretário-adjunto de Estado para o Hemisfério Ocidental também tem encontro marcado com o sub do chanceler Celso Amorim no Itamaraty. O único ministro que deverá recebê-lo será Nelson Jobim (Defesa). A compra de 36 caças que está sendo estudada pelo governo brasileiro deverá ser o tema da reunião. A norte-americana Boeing está na disputa com a Dassault, da França, e a Saab, da Suécia.
Valenzuela assumiu o cargo de secretário-adjunto para o Hemisfério Ocidental em novembro; ele faz sua primeira visita oficial aos países do Cone Sul"Foi um encontro cordialíssimo - devo insistir no sufixo, cordialíssimo - no qual nós repassamos os temas de maior interesse comum relacionados com a América Latina", disse Marco Aurélio Garcia aos jornalistas, ao final do encontro.
Questionado se o tema da instalação de bases militares norte-americanas na Colômbia havia sido tratado, o assessor disse que o Brasil transmitiu sua posição de que "as bases não são um fator positivo na região". "Sugerimos que o governo americano pudesse ter um diálogo mais direto com alguns países da região porque isso eliminaria uma guerra de declarações".

Quem é Valenzuela
Nascido no Chile e filho de mãe americana, Arturo Valenzuela ocupa o cargo que pertenceu a Thomas Shannon - atual embaixador dos EUA em Brasília - durante o segundo governo de George W. Bush. Indicado ao cargo pelo presidente americano Barack Obama, ele tem passagem por Washington como subsecretário assistente para Assuntos Interamericanos no primeiro mandato do ex-presidente Bill Clinton, quando foi responsável pela formulação da política dos EUA para o México. O período foi marcado pela criação do Nafta (Tratado Norte-Americano de Livre Comércio). A política neoliberal dos EUA, no entanto, provou ser extremamente impopular na América Latina. Além de sua atuação na política, Valenzuela também possui uma respaldada carreira acadêmica. É doutor em ciência política pela Universidade de Columbia e diretor licenciado do Centro de Estudos Latino-Americanos da escola de relações internacionais da Universidade de Georgetown. Antes, foi diretor do Conselho Estudos Latino-Americanos da Universidade de Duke, na Califórnia, e professor visitante em Oxford e Sussex, na Inglaterra; em Florença, na Itália; e em duas universidades chilenas. É especialista em política do Chile, México e do Cone Sul.
Em 2000, foi condecorado pelo governo brasileiro com a Ordem Nacional do Cruzeiro do Sul

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