Olhando os números abaixo, fica claro a origem da crise econômica dos EUA : gastos acima do possível, principalmente com guerras, em sua maioria, inúteis.
Mas é tão simples assim ? Para falar bem a verdade, é.... não querendo ser anti-intelectual, o fato é que poucos países conseguiriam aguentar um "tranco" como esse: 3,7 trilhões de dólares na "guerra ao terror", financiados com uma louca emissão de títulos, gerando endividamento muito acima do razoável, mesmo para uma economia imensa como a americana. Agora, os EUA vivem uma situação surreal: o executivo precisa de uma autorização do legislativo para aumentar o limite de endividamento, sem o qual os EUA poderiam, quem diria, dar um calote em seus pagamentos, tal como a Grécia...
claro que isto é apenas um efeito legal: ninguém duvida que os EUA têm dinheiro para pagar suas dívidas e o tal limite jpa foi aumentado mais de 70 vezes (!!!). Mas, fica uma pulga atrás da orelha do mundo. Como diz aquela propaganda: "vai que...."
Vai que os EUA dão um calote? E para quem estudou um pouco no semestre passado na Esamc, sabe que os EUA deram, de fato, um calote, quando, durante o governo Nixon nos anos 70 romperam, unilateralmente, a paridade entre dólar e ouro, uma das cláusulas dos acordos iniciais de Bretton Woods. E olha que "coincidência"... para emitir dólares, ou seja, dívida, para financiar a guerra do Vietnã...
Estados, dívidas e guerras sempre andaram juntos. A história bancária do mundo começou a tomar força quando casas bancárias passaram a financiar as aventuras militares dos reis absolutistas ainda no XVI. Se o rei perdia a guerra, o banco perdia o pagamento.
Hoje o sistema infinitamente mais complexo continua em essência, parecido: se os EUA perderam ou não a "guerra ao terror" nâo importa, mas se eles derem um calote em sua dívida, o capitalismo tal como nós conhecemos deixa de existir. Melhor separar para a leitura de férias alguns livros de Marx. Ou do Apocalipse...
Custos de guerras superam US$ 3,7 tri em 10 anos, diz estudo
Mortos nos conflitos, desde 2001, seriam 224 mil a 258 mil; números continuam aumentando
29 de junho de 2011 | 16h 09
estadão.com.br
NOVA YORK - Os custos da guerra americana ao Taleban, em 10 anos, superam os 3,7 trilhões de dólares, de acordo com um levantamento feito nos Estados Unidos pelo Instituto Watson de Estudos Internacionais da Brown University e divulgados nesta quarta-feira, 29. Os números foram publicados no site Costs of War (Custos de Guerra).
Ainda de acordo com o estudo da universidade americana, entre 224 mil e 258 mil pessoas morreram ao longo de dez anos no Iraque, Afeganistão e Paquistão, entre as quais 125 mil civis iraquianos e 6 mil soldados dos EUA.
O número de mortos no Iraque foi maior que o registrado nos outros dois países juntos: 151 mil contra 39 mil no Paquistão e 33,8 mil no Afeganistão, de acordo com o levantamento. Dez mil soldados iraquianos morreram no país durante a invasão americana.
Discrepância
As cifras são bem maiores que as apresentadas pelo presidente Barack Obama, na semana passada, para justificar o plano de retirada antecipada de 33 mil soldados americanos do Afeganistão ao longo de 2011. No discurso, Obama se referiu a custos que girariam em torno de 1 trilhão de dólares. O valor real, contudo, pode chegar até a US$ 4,4 trilhões.
Nos dez anos desde que as tropas americanas chegaram ao Afeganistão para expulsar líderes da Al-Qaeda que estiveram por trás dos ataques do Onze de Setembro e neutralizar o Taleban, o gasto com os conflitos pode ter chegado a entre US$ 2,3 e US$ 2,7 trilhões.
Subindo
Os números devem seguir crescendo, segundo a Reuters. As crifras não levam em conta pelo menos US$ 1 trilhão que precisarão ainda ser pagos em juros vencidos até 2020. Outros valores envolvidos estão os que precisarão ser pagos a veteranos de guerra feridos, por exemplo.
quarta-feira, 29 de junho de 2011
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